Histórico

O Centro Universitário Franciscano, com sede na cidade de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul é instituição de educação superior, de direito privado e de natureza confessional e comunitária, mantida pela Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis Zona Norte – SCALIFRA-ZN.
A cidade de Santa Maria é o local em que a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição – FIC e a Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira – FACEM se apresentam como instituições pioneiras na educação superior. A criação da FIC/FACEM teve um importante significado de transformação para a sociedade santa-mariense. O seu funcionamento criou um momento novo na vida dos jovens que puderam transpor o obstáculo de ingresso na educação superior, para muitos uma barreira intransponível, e passaram a freqüentar uma instituição universitária que lhes abriu possibilidades profissionais.
Santa Maria, cidade cuja população inicial era constituída por uma grande representatividade de ferroviários e de militares, atualmente se compõe de um número expressivo de estudantes universitários. O ir e vir de uma parte representativa da população desta cidade, oportuniza a vantagem de disseminar em locais diferentes, o saber aqui construído.
O ato que deu início a esta instituição ocorreu em 19 de dezembro de 1953, quando a SCALIFRA-ZN assumiu, como entidade mantenedora, com o apoio da Associação Pró-Ensino Superior de Santa Maria, a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição. Esse fato, matriz geradora desta história, constituiu-se no promissor início em vista da dinamização do ensino superior para a cidade de Santa Maria e sua região de abrangência.
A consolidação do processo de fundação ocorreu em 21 de março de 1955, pelo parecer 40/55, da Comissão de Ensino Superior do Ministério da Educação, quando foi aprovado o corpo docente e autorizada a realização do primeiro processo seletivo. Em 31 de março do mesmo ano, foi assinado o Decreto Presidencial nº 37.103/55, que autorizava o funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição – FIC, com os cursos de pedagogia e letras anglo-germânicas, cuja instalação oficial foi realizada em 27 de abril de 1955.
A Faculdade de Medicina de Santa Maria, fundada em 19/05/1954, evidenciou a necessidade de o campo hospitalar possuir um serviço de enfermagem adequado, o que resultou no pedido à SCALIFRA-ZN, pela Direção da Faculdade de Medicina, Direção do Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo e do Bispo de Santa Maria, para a criação de uma Escola Superior de Enfermagem em Santa Maria.
O processo de criação do curso superior de Enfermagem foi outorgado aos 16 de maio de 1955, pela Portaria nº 144/55, assinada pelo Ministro da Educação, Cândido Motta Filho, a qual autorizou o funcionamento do curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira, mantida pela SCALIFRA-ZN, única de nível universitário no interior do Estado. A escola foi reconhecida pelo Decreto Presidencial nº 41.570, de 27 de maio de 1957, e, em 10 de setembro de 1968, pelo Decreto Presidencial nº 63.231, passou a denominar-se Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira – FACEM.
O começo contou com o entusiasmo de pessoas comprometidas com o projeto. Não faltaram incentivos e expectativas a esta iniciativa. Houve dificuldades e empecilhos. Foi necessário providenciar prédios, biblioteca, equipamentos, professores... Santa Maria era, na época, uma cidade pouco desenvolvida, situada no centro geográfico do Rio Grande do Sul, estado do extremo sul do país.
A criação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 14/12/1960, proporcionou a estudantes, professores e funcionários oportunidade de estudo e de trabalho. Para Santa Maria, expectativa de desenvolvimento. Para a Faculdade Imaculada Conceição impuseram-se dificuldades: evasão de professores e diminuição de estudantes. Outras situações históricas de natureza social, econômica e política não pouparam desafios que, de alguma forma, interferiram na maturação institucional.
Embora houvesse contratempos, a FIC prosseguiu seu crescimento. Pode-se comprovar essa afirmativa com os dados de que, no período de 1955 a 1963, foram criados e reconhecidos dez cursos de graduação, para formação de professores. Nos anos subseqüentes, a instituição expandiu sua atuação em cidades próximas.
Considerada a presença das Irmãs Franciscanas em várias cidades do estado do Rio Grande do Sul, que mantinham o Colégio Sagrado Coração de Jesus e o Hospital Santa Cruz, a Associação Pró-Ensino de Santa Cruz do Sul insistiu por uma extensão da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição, o que ocorreu no ano de 1967 com os cursos de filosofia, letras e pedagogia; no ano seguinte, o curso de estudos sociais. Essa cooperação manteve-se até 1971, quando os mesmos cursos passaram a ser extensão da Universidade Federal de Santa Maria. Esse período foi de novos empreendimentos e compromissos, pois a FIC manteve-se sob sua administração: na cidade de Alegrete, RS, o curso de letras: português/inglês e português/francês nos anos de 1969 a 1971 e, na cidade de São Gabriel, o curso de estudos sociais no período de 1968 a 1971. Posteriormente, esses cursos foram incorporados, respectivamente, à Fundação Educacional de Alegrete e de São Gabriel.
A Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira – FACEM manteve o curso auxiliar de enfermagem no Colégio Santíssima Trindade em Cruz Alta, no período de 1988 a 1991; em Rio Pardo, nos anos de 1989 a 1995, e, na cidade de Uruguaiana, de 1992 a 1997. A capacitação de auxiliares de enfermagem qualificou o atendimento hospitalar e os cuidados de enfermagem para as comunidades das respectivas cidades. A suspensão dessa presença extensionista ocorreu em conseqüência da diminuição da demanda regional, atendida nas diversas edições do mesmo curso.
Pelo período de quatro décadas, FIC e FACEM desenvolveram seu trabalho em cursos de licenciatura e no curso superior de enfermagem, além de oferecer também o ensino nos níveis de auxiliar e de técnico de enfermagem.
A instituição contava com corpo docente qualificado para o desenvolvimento de cursos de especialização, ao mesmo tempo em que era necessária a atualização dos professores em vista das mudanças na área educacional. Assim, a criação de cursos de pós-graduação lato sensu, no ano de 1976, constitui uma decorrência do processo de atualização institucional.
A FIC e a FACEM funcionaram isoladamente em sua organização administrativo-pedagógica até o ano de 1995, quando foram unificadas pela Portaria nº 1.402, de 14 de novembro de 1995, do Ministro de Estado da Educação e do Desporto e passaram a denominar-se Faculdades Franciscanas – FAFRA.
Com as Faculdades Franciscanas, iniciou-se uma fase de crescimento pela ampliação de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu, expansão da infraestrutura física e organizacional e capacitação de docentes, o que possibilitou encaminhar sua transformação em Centro Universitário.
Assim, pelo decreto presidencial de 30 de setembro de 1998, publicado no Diário Oficial da União, de 1º de outubro de 1998, foi credenciado, pela transformação das Faculdades Franciscanas, o Centro Universitário Franciscano, mantido pela Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis – Zona Norte, com sede na cidade de Santa Maria. A instituição foi recredenciada pela Portaria nº 1.564, de 27 de maio de 2004, do Ministro da Educação, publicada no Diário Oficial da União, de 31 de maio de 2004.
Nesse contexto, a UNIFRA tem uma trajetória de experiência no ensino superior. Comprometida com a causa educacional e coerente com sua concepção institucional, desenvolve a produção e divulgação do conhecimento, a promoção da cultura e contribui para o desenvolvimento técnico-científico e social, em consonância com a filosofia franciscana. Constitui-se, assim, em um complexo educacional que oferece cursos de ensino pós-médio à pós-graduação stricto sensu.
Nessa construção, compreende-se a complexidade desta história institucional quando se considera a importância das vivências individuais e a construção coletiva. Uma história não linear, mas progressiva, pois tem o ir e vir dos fatos do cotidiano. Enfim, em permanente processo de construção pela qualidade do projeto humano.
Hoje, o Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, fruto da integração FIC/FACEM, é uma idéia que se materializou. Conhecido e respeitado nos meios acadêmicos locais e nacionais, é uma instituição que compõe o cenário desta cidade e contribui para o seu desenvolvimento social, cultural e educacional. Os dias passaram e o futuro, outrora desejado, tornou-se presente. Assim, a história se faz também no momento atual, caracterizado pelo pluralismo e diversidade. Embora nem sempre seja possível antever as possibilidades, responsabiliza-nos a projetar o futuro.
Esse breve relato tem o intuito de reconhecer e afirmar o trabalho dos que contribuíram para o desenvolvimento do Centro Universitário Franciscano e, presentemente, a todos que promovem o seu crescimento.
Missão

Desenvolver e difundir o conhecimento técnico-científico e a cultura em suas múltiplas manifestações, distinguindo-se pela excelência acadêmica na formação de profissionais íntegros e de cidadãos comprometidos com o desenvolvimento humano e o bem-estar social a partir dos princípios cristãos.

Campus

O Centro Universitário Franciscano está sempre se atualizando. A cada ano que passa, a infra-estrutura é modernizada, novos cursos vão surgindo e o trabalho relacionado à pesquisa, ao ensino e à extensão torna-se mais sólido e atuante. Um diferencial importante para quem busca um ensino superior de qualidade, além de bons professores e modernos equipamentos, é ter a chance de estar em contato permanente com o mercado de trabalho. Para isso, o Centro Universitário Franciscano oportuniza aos seus alunos diversos caminhos, desde cursos e congressos a intercâmbios com outras universidades e instituições empresariais. Aliando qualidade de ensino, infra-estrutura completa para o desenvolvimento do saber e tecnologia, o Centro Universitário Franciscano prepara muito mais que bons profissionais. Forma cida-dãos íntegros, "capazes de interferir no mundo em constante transformação".
Administração

Reitora Profª. Iraní Rupolo
Pró-Reitora de Graduação Profª. Vanilde Bisognin
Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Profª. Solange Binotto Fagan
Pró-Reitora de Administração Econ. Inacir Pederiva
Chefe de Gabinete Prof. Orlando Renato Watimo Agostta